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COMBUSTÍVEIS

Diesel sobe 4,2% nas refinarias e pressiona o custo do frete no 2º semestre

Reajuste chega às bombas em duas semanas; entidades já discutem recomposição das tabelas de frete mínimo.

O tamanho do impacto

O diesel representa entre 30% e 40% do custo de uma operação rodoviária de longa distância. Um reajuste de 4,2% na refinaria não chega inteiro ao posto, mas pressiona a margem de quem tem contrato fechado com preço fixo.

Para o fracionado, o efeito é mais lento e mais difícil de repassar: o valor por entrega já está tabelado com o embarcador.

Onde a conta aperta primeiro

  • Contratos anuais sem cláusula de reajuste por combustível
  • Rotas dedicadas com preço fechado por viagem
  • Operações com frota própria e baixa taxa de ocupação no retorno

Recomposição do frete mínimo

A ANTT revisa a tabela quando há variação relevante no preço do combustível. A discussão já começou, mas a atualização não é automática — e o intervalo entre o reajuste e a nova tabela é justamente onde a margem some.

O que dá para fazer agora

  1. Revisar contratos que não têm gatilho de combustível
  2. Recalcular o custo por quilômetro com o preço novo, não com o histórico
  3. Priorizar o aproveitamento de retorno, que é o ganho mais rápido disponível

Quem acompanha custo por km em tempo real percebe o aperto semanas antes de ele aparecer no fechamento do mês.

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